Light
Fernando Jordão, especialista líder em Telecom da Light, analisa as transformações de um mundo que avança apoiado na velocidade da tecnologia da informação
Na sua visão, como a TI transformou a sociedade brasileira nos últimos 25 anos?
A palavra-chave é a conectividade. Foi a conectividade que propiciou ao mundo a aproximação das pessoas. Hoje, tudo e todos estão conectados. A conectividade é instantânea e ponto fundamental de um grande movimento que se intensificou desde a década de 90. A transformação digital, que vem acontecendo desde o advento do computador, fez com que as pessoas começassem a pensar de um jeito diferente. A massificação da computação permitiu a massificação da informação, que por sua vez permitiu o surgimento das inovações tecnológicas que hoje permeiam a sociedade como um todo.
Quando, em 1996, a internet começou a ganhar a vida das pessoas, a sociedade em si começou a mudar a forma de pensar, agir, processar, negociar, pois vimos a comunicação ficar muito mais rápida, com meios digitais acelerando o acesso a informações. Mobilidade é outro conceito importante, que avançou a uma velocidade muito maior do que já vista até então. Isso tudo foi acontecendo, e no início dos anos 2000, com a internet no ápice, o IP se tornou uma das bases para a inovação.
A internet e mobilidade vem ganhando proporções enormes. As empresas de tecnologia de comunicação funcionam como incubadoras para propor inovações que transformam o mundo, numa velocidade tal que nos perguntamos “onde vamos parar?”. Talvez o céu seja o limite. Vemos surgir coisas que nunca imaginamos. Carros autônomos são um exemplo disso. Esse automatismo está sendo criado por causa da comunicação e de como a comunicação vem se desenvolvendo ao longo dos anos. As inovações são agregadas de conectividade, e atacam questões relevantes do dia a dia das pessoas. Isso permite imaginar coisas grandes. A evolução foi enorme e o mundo anda mais rápido.
A internet e a mobilidade mudaram a forma como vivemos, trabalhamos, nos divertimos... qual é a importância e que tipo de inovações a conectividade habilita no setor em que sua empresa atua?
Todo esse processo de inovação e transformação que vivenciamos hoje não foi diferente quando pensamos na Light. Por sermos uma empresa de energia, avançamos para acompanhar essas movimentações de mercado. Mas temos algumas particularidades. Utilities é um setor que ainda trabalha com um parque legado de tecnologia, e é necessário ir vencendo esses desafios. Hoje, já estamos muito mais abertos e ávidos por TI, sem perder a preocupação com segurança. Percebemos uma evolução e queremos, na área de TI, estreitar relacionamento para mostrar soluções de mercado que podem agregar melhor funcionalidades a operação, atendimento ao cliente e disponibilidade de serviços. E é nessa parte que a Cisco nos ajuda. Saímos da computação centralizada para uma computação distribuída por redes de comunicação, com “backbone - MPLS” próprio, permitindo a interligação de toda Empresa nos seus 31 municípios, propiciando melhor atendimento aos seus clientes.
Qual é a sua expectativa sobre o futuro das tecnologias digitais no Brasil? Que oportunidades isso abre a sociedade/empresas brasileiras?
Um dos debates que vemos muito é em relação ao mercado de trabalho. Existe uma grande preocupação com as novas tecnologias que estão surgindo no mundo. A mudança vai ser tão grande que as oportunidades que surgirão serão em novas profissões. Frente a isso, a sociedade deve estar preparada para entender essa nova tecnologia e como ela transformará as profissões de hoje em novas profissões do futuro, para que não tenhamos um gap de recurso na hora de fazer essas novas tecnologias funcionarem.
Hoje o mundo está conectado, e o que é lançado nos Estados Unidos chega ao Brasil quase que imediatamente. As oportunidades para as empresas são infinitas, e a grande preocupação é adequar recursos humanos para essas novas tecnologias, preparar os fundamentos, porque só assim as empresas vão vencer essas lacunas. Se você hoje tem dificuldades de migrar para uma tecnologia inovadora, que acontece no mercado onde sua empresa atua, a tendência é falhar. Isso porque as novas empresas que surgem já nascem utilizando esses novos conceitos de forma nativa e natural. Os gaps para passar do mundo antigo para o mundo novo, se você não for ágil o suficiente e não credenciar seu time para evoluir, está fadado ao fracasso.
Como a Cisco vem apoiando a transformação digital da sua empresa e o que você espera dos próximos anos em relação a sua parceria com a Cisco?
Em 1996, quando começamos a implantação da nossa rede de dados, fizemos uma escolha que acabou sendo certeira. Enquanto empresas ainda estavam no processo de amadurecimento, escolhemos a Cisco para ser nossa parceira nesse caminho de inovações. Mas confiamos no trabalho porque vimos competência e suporte adequados, consideração, comprometimento e envolvimento. Vimos tudo isso naquela startup, e acertamos!!! Até hoje a Cisco nos atende da melhor forma, nas horas fáceis ou nas horas difíceis. Acreditamos que seja uma parceria duradoura a partir do momento que vemos na Cisco uma empresa inovadora, que busca novas tecnologias e participa dos principais fóruns e discussões do mercado. Isso para nós é uma indicação de que estamos com o parceiro certo.